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Por Marcus Lauria (texto e fotos)
Revelado globalmente em 2026, o Nissan Kait chega como parte da nova fase de SUVs da Nissan no Brasil, ocupando o espaço deixado pelo Kicks Play e ampliando a atuação da marca no segmento de utilitários compactos. Produzido no Complexo Industrial de Resende (RJ), o modelo nasce dentro do ciclo de investimentos de R$ 2,8 bilhões no país, que também deu origem à nova geração do Nissan Kicks e prepara o terreno para a chegada do Nissan X-Trail com tecnologia e-POWER. Desde o lançamento, o Kait assume o papel de opção mais acessível dentro da linha, com foco em espaço interno, segurança e custo de manutenção previsível.
CONFIRA O VÍDEO: https://youtu.be/fJzcnox1jos?si=5CkjatL7CnP8wBsr
Na linha 2026, a versão avaliada foi a topo de linha Exclusive, posicionada como a mais completa da gama. A oferta inclui ainda as versões Active, Sense, Sense Plus, Advance e Advance Plus, com diferenças concentradas principalmente em tecnologia embarcada, acabamento interno e recursos de assistência à condução. Os preços partem de R$ 117.990 e chegam a R$ 152.990, mantendo o modelo competitivo dentro da faixa de entrada dos SUVs compactos.
Por fora, o Kait adota a linguagem mais recente da marca, com conjunto óptico dividido e iluminação full LED. A dianteira traz DRL em posição elevada e faróis principais mais abaixo, enquanto o capô tem vincos marcados que reforçam a proposta visual. A traseira segue a tendência atual, com lanternas interligadas por uma barra em acabamento escurecido e o nome do modelo centralizado. Há ainda referências visuais a modelos tradicionais da marca, como o Nissan Patrol, principalmente no desenho da tampa do porta-malas. As rodas de 17 polegadas são padrão em toda a linha, variando apenas o desenho conforme a versão.
Por dentro, o foco está no espaço e na ergonomia. Com 2,62 m de entre-eixos e 4,30 m de comprimento, o modelo entrega bom aproveitamento interno para a categoria. O porta-malas oferece 432 litros, dentro da média superior do segmento. Na versão Exclusive, há acabamento em dois tons com costuras aparentes e materiais de melhor qualidade ao toque. O painel combina um quadro de instrumentos digital de 7 polegadas com central multimídia de até 9 polegadas, dependendo da versão. A posição de dirigir é elevada e os bancos com tecnologia Zero Gravity priorizam conforto em uso prolongado.
Em equipamentos, o Kait se destaca pela oferta de segurança desde as versões mais básicas, com seis airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e câmera de ré. Nas versões superiores, adiciona pacote mais completo de assistências, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e frenagem automática de emergência com detecção de pedestres. A central multimídia conta com conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, além de carregador por indução nas versões intermediárias e superiores. Não há lista de opcionais extensa, já que os equipamentos são agrupados por versão.
Em relação às cores, o modelo é oferecido no Brasil em seis opções: Branco Diamond e Azul Oceânico (perolizadas), Cinza Grafite, Prata Classic e Vermelho Malbec (metálicas) e Preto Premium (sólida). Em geral, a cor preta é a única sem custo adicional, enquanto as demais costumam ter acréscimo próximo de R$ 2.000, dependendo da concessionária. A variedade segue o padrão da categoria e busca valorizar as linhas do carro, principalmente nas opções mais claras e nas tonalidades mais vivas.
Entre os principais concorrentes, o Kait disputa espaço com modelos como o Chevrolet Tracker (a partir de cerca de R$ 119 mil), Hyundai Creta (na faixa de R$ 130 mil) e Volkswagen T-Cross (a partir de aproximadamente R$ 125 mil). Também entra no radar o próprio Nissan Kicks em sua nova geração. Como lançamento recente, o Kait ainda não possui histórico consolidado de vendas, mas a expectativa da marca é atingir volumes relevantes tanto no mercado interno quanto na exportação para mais de 20 países. No acumulado do ano até o momento, os números ainda são iniciais, refletindo o início da comercialização.
Sob o capô, o modelo utiliza o motor 1.6 16V aspirado HR16DE, já conhecido na linha da marca. Ele entrega até 113 cv com etanol e 110 cv com gasolina, com torque máximo de 15,2 kgfm e 14,9 kgfm, respectivamente. A transmissão é a XTRONIC CVT, com simulação de marchas por meio do sistema D-Step. Trata-se de um conjunto voltado mais para eficiência e confiabilidade do que para desempenho. A suspensão dianteira é independente do tipo McPherson, enquanto a traseira adota eixo de torção, com acerto voltado ao conforto.
No consumo, a proposta é de números equilibrados dentro da categoria, com médias próximas de 7 a 8 km/l na cidade com etanol e cerca de 10 a 12 km/l com gasolina, podendo variar conforme o uso. Em estrada, os números tendem a melhorar, especialmente com gasolina, favorecidos pelo comportamento da transmissão CVT em rotações mais baixas.
Ao dirigir, o Kait apresenta comportamento previsível. O motor responde de forma progressiva, sem entrega imediata de torque, o que é esperado de um aspirado. A transmissão CVT trabalha priorizando suavidade, com respostas lineares e ausência de trancos, embora em acelerações mais fortes haja elevação de giro típica desse tipo de câmbio. Em uso urbano, o conjunto é eficiente e confortável, com boa absorção de irregularidades e direção leve. Em estrada, mantém estabilidade adequada, com suspensão ajustada para priorizar conforto, ainda que com alguma inclinação da carroceria em curvas mais exigentes. O isolamento acústico é aceitável para a proposta.
Como conclusão, o Nissan Kait chega com uma proposta clara: oferecer espaço interno, pacote de segurança robusto e mecânica conhecida, mantendo custos sob controle. Não busca destaque em desempenho, mas sim em equilíbrio geral. Ainda sem números consolidados de vendas, a expectativa é que o modelo ganhe volume ao longo do primeiro ano cheio de comercialização, apoiado pela produção local e pela estratégia de exportação. Dentro da gama da marca, cumpre o papel de entrada no segmento com boa relação entre conteúdo e preço, ampliando a presença da Nissan no competitivo mercado de SUVs compactos.
*FICHA TÉCNICA:
Motor: 1.6L 16V Flex (HR16DE), aspirado, 4 cilindros.
Potência: 113 cv (Etanol) / 110 cv (Gasolina) a 5.600 rpm.
Torque: 15,2 kgf.m (E) / 14,9 kgf.m (G) a 4.000 rpm.
Câmbio: Automático CVT (simula 6 marchas).
Tração: Dianteira.
Consumo (Inmetro - estimativa):
Urbano: 7,8 km/l (E) / 11,3 km/l (G).
Estrada: 9,4 km/l (E) / 13,7 km/l (G).
Porta-malas: 432 Litros.
Tanque: 41 Litros.
*Dados do fabricante
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