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O segredo da nova geração de carros eletrificados reside na forma como o motor a combustão interage com o sistema elétrico, definindo a autonomia e a eficiência real do veículo.
A eletrificação automotiva no Brasil entrou em um momento decisivo — e, mais do que escolher entre elétrico ou híbrido, o consumidor agora precisa entender como cada tecnologia utiliza o motor a combustão.
É justamente aí que surge a diferença real entre REEV (Range-Extended Electric Vehicle) – Veículo elétrico com extensor de autonomia, PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle) – Veículo híbrido plug-in (recarregável na tomada) e Híbrido convencional – Veículo híbrido sem recarga externa (auto-recarregável) — três caminhos distintos que, na prática, atendem perfis de uso completamente diferentes.
No topo da evolução técnica está o conceito de elétrico com extensor de autonomia.
No Leapmotor C10 REEV, o motor a combustão não tem qualquer ligação com as rodas. Ele funciona exclusivamente como gerador de energia, alimentando a bateria que, por sua vez, move o motor elétrico responsável pela tração.
O resultado é uma condução típica de carro elétrico — silenciosa, linear e sem trocas de marcha — combinada com autonomia total próxima de 950 km.
Na prática, o consumo desse sistema depende diretamente do uso. Com recargas frequentes, o gasto de gasolina pode ser praticamente nulo no dia a dia urbano. Já em uso contínuo com o gerador ativado, os números se estabilizam entre 11 e 13,3 km/l, com médias rodoviárias próximas de 12,8 km/l. Ou seja, quando depende apenas do combustível, ele se comporta como um SUV médio eficiente — sem milagres, mas com a vantagem de eliminar a ansiedade de autonomia.


























