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sexta-feira, 27 de março de 2026

Avaliação do Honda City 1.5 EXL CVT 2025

 

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Por Marcus Lauria (texto e fotos) 

Como não tivemos acesso ao veículo de imprensa disponível no Rio de Janeiro para avaliação, realizamos este teste utilizando uma unidade do mesmo modelo, ano/modelo 2024/25, que temos em nossa garagem. Na prática, essa alternativa não compromete a análise, já que as mudanças aplicadas na linha mais recente são pontuais e não alteram de forma significativa o conjunto do veículo, seja em termos de comportamento dinâmico, mecânica ou proposta geral. Com isso, seguimos com a avaliação normalmente, mantendo o compromisso de oferecer aos nossos leitores uma análise clara, técnica e imparcial sobre o modelo. Afinal, somos profissionais da área, que vem sendo desvalorizada pelo próprio meio que “alimenta” o nosso conteúdo. 

Comparado ao modelo testado, ano 2024/25 o City 2026 mantém a mesma geração e o mesmo conjunto mecânico, mas recebeu atualizações pontuais em design e equipamentos ao longo da linha. As mudanças incluem novos para-choques, pequenas alterações na grade e nas rodas e melhorias no conteúdo tecnológico. Entre os destaques estão freio de estacionamento eletrônico, carregador de celular por indução e ampliação do pacote Honda Sensing para versões intermediárias, além de alguns ajustes no acabamento e na lista de equipamentos. 

O Honda City Sedan chegou ao mercado brasileiro em 2009 como uma alternativa de sedã compacto com proposta um pouco mais sofisticada dentro do segmento. Desde o início, o modelo se destacou pelo bom espaço interno, mecânica simples e confiável e pela reputação da marca em relação a durabilidade e valor de revenda. Ao longo das gerações o modelo recebeu evoluções em design, tecnologia e segurança, mas manteve a mesma proposta. A mudança mais importante aconteceu em 2022, quando foi lançada a geração atual, construída sobre uma nova plataforma global da marca e acompanhada pela estreia do City Hatchback no Brasil. Desde então, o sedã permanece como um dos modelos mais tradicionais do segmento, com vendas constantes e presença regular entre os sedãs compactos mais procurados. 

A linha 2026 mantém essa mesma geração com pequenas atualizações e ajustes de preço. A unidade avaliada foi a versão EXL, posicionada logo abaixo da Touring e voltada para quem busca mais equipamentos e acabamento sem chegar ao topo da gama. A linha do sedã é composta pelas versões LX, EX, EXL e Touring. A LX funciona como opção de entrada, com foco no custo-benefício e equipamentos essenciais. A EX amplia o pacote tecnológico e já traz recursos importantes de segurança. A EXL adiciona acabamento interno em couro e mais itens de assistência à condução. Já a Touring concentra o pacote mais completo da linha, incluindo alguns recursos de conforto e tecnologia adicionais. Em termos de preço, o sedã parte de aproximadamente R$ 117 mil na versão LX e pode chegar a cerca de R$ 142 mil na Touring, dependendo da região e da política de concessionária.


No design exterior, o City Sedan adota um estilo mais sóbrio que muitos rivais do segmento. A dianteira tem faróis afilados conectados visualmente à grade frontal, criando uma aparência mais larga. O para-choque possui linhas discretas e entradas de ar simples, priorizando um visual limpo. Na lateral, o sedã apresenta perfil alongado e linha de cintura relativamente alta, com vincos suaves nas portas. A proporção do carro é bem equilibrada para o segmento, com 4,54 m de comprimento e entre-eixos de 2,60 m, dimensões que favorecem o espaço interno. As rodas da versão EXL são de liga leve aro 16 com acabamento diamantado. Na traseira, as lanternas horizontais avançam pela tampa do porta-malas, um recurso comum em sedãs médios e que contribui para ampliar visualmente a largura do carro. 

No interior, o ambiente segue a proposta funcional típica da marca. O painel tem desenho horizontal e layout simples, com a central multimídia posicionada no topo. Na versão EXL, os bancos são revestidos em couro sintético e há detalhes em material macio nos apoios de braço das portas. A maior parte do painel utiliza plástico rígido, mas o encaixe das peças é bem executado. O espaço interno é um dos pontos fortes do City. No banco traseiro, dois adultos viajam com bom espaço para pernas e cabeça, algo favorecido pelo entre-eixos relativamente longo. O motorista encontra posição de dirigir confortável e boa ergonomia dos comandos. O porta-malas é outro destaque: são 519 litros de capacidade, um dos maiores entre os sedãs compactos vendidos no Brasil, permitindo acomodar facilmente bagagens para viagens ou uso familiar. 

Em termos de equipamentos, a versão EXL já traz um pacote bastante completo dentro do segmento. Entre os principais itens estão seis airbags, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold, chave presencial com partida por botão, ar-condicionado digital automático, câmera de ré, sensores de estacionamento e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Outro destaque é o pacote de assistências de condução Honda Sensing, que inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e alerta de saída de pista. A versão EXL também inclui o sistema LaneWatch, que utiliza uma câmera no retrovisor direito para ampliar a visualização do ponto cego.

A gama de cores inclui Branco Tafetá sólido, Preto Cristal perolizado, Prata Platinum metálico, Cinza Basalto metálico, Azul Cósmico metálico e Branco Topázio perolizado. As cores metálicas e perolizadas normalmente possuem custo adicional no valor final do veículo. 

Entre os principais concorrentes do City Sedan no Brasil estão o Volkswagen Virtus, o Toyota Yaris Sedan e o Fiat Cronos. O Virtus, equipado com motores turbo, costuma ser vendido entre aproximadamente R$ 125 mil e R$ 150 mil dependendo da versão. O Yaris Sedan fica em faixa semelhante, geralmente entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. Já o Cronos tem posicionamento mais acessível, com versões normalmente entre R$ 100 mil e R$ 120 mil. Dentro desse cenário, o City costuma se destacar pelo espaço interno e pelo pacote de segurança com assistências eletrônicas. 


O conjunto mecânico é composto pelo motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com injeção direta e duplo comando de válvulas. Esse propulsor entrega 126 cv de potência e até 15,8 kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio automático do tipo CVT, que simula trocas de marcha em acelerações mais intensas. A suspensão utiliza arquitetura McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, configuração comum no segmento e voltada para equilíbrio entre conforto e estabilidade. 

Em termos de consumo, o modelo apresenta médias próximas de 9,2 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada com etanol, podendo alcançar cerca de 13 km/l na cidade e até 15 km/l na estrada com gasolina, dependendo das condições de uso. 


 Ao dirigir o City na cidade, o comportamento é previsível e confortável. O motor aspirado prioriza suavidade e progressividade na entrega de potência, sem respostas bruscas. O câmbio CVT mantém o motor em rotações mais baixas em acelerações leves, contribuindo para menor consumo e maior conforto. Em acelerações mais fortes, o sistema simula trocas de marcha para reduzir o efeito de rotação constante típico desse tipo de transmissão. O desempenho não é esportivo, mas é suficiente para uso urbano e retomadas moderadas. 

A suspensão tem ajuste voltado ao conforto. Em ruas com irregularidades leves, o conjunto absorve bem as imperfeições e mantém a carroceria relativamente estável. Em pisos muito irregulares ou com o carro carregado, a suspensão traseira pode atingir o limite de curso com mais facilidade, algo relatado em avaliações com o veículo cheio. 


 Em rodovias, o City mostra comportamento estável e previsível. O motor trabalha em rotações mais baixas em velocidade constante graças ao CVT, o que ajuda a reduzir ruídos e melhorar o consumo. Ultrapassagens exigem um pouco mais de planejamento em comparação com rivais equipados com motores turbo, que têm maior torque em baixas rotações, mas o desempenho permanece adequado para a proposta do carro. 

Como conclusão, o Honda City Sedan 2026 continua sendo uma opção consistente dentro do segmento de sedãs compactos. O modelo não aposta em soluções muito sofisticadas no conjunto mecânico, mas compensa com espaço interno amplo, porta-malas grande, bom nível de equipamentos e um pacote de segurança completo. O desempenho é adequado para uso cotidiano e o consumo segue competitivo. No mercado brasileiro, o modelo mantém vendas estáveis desde o lançamento da geração atual, sustentando a presença da Honda em um segmento que hoje enfrenta concorrência crescente dos SUVs compactos.


Honda City Sedan 2022 

·         Estreia da geração atual no Brasil.

·         Novo design mais próximo de sedãs médios da marca.

·         Nova plataforma com aumento de espaço interno e porta-malas de 519 litros.

·         Motor 1.5 aspirado flex de 126 cv com injeção direta e câmbio CVT.

·         Pacote de segurança Honda Sensing disponível apenas nas versões mais completas. 

Honda City Sedan 2026 

·         Mantém a mesma geração e conjunto mecânico do 2022.

·         Pequenas atualizações no design, com ajustes em para-choques, grade e rodas.

·         Ampliação do pacote de equipamentos nas versões intermediárias.

·         Inclusão de itens como freio de estacionamento eletrônico, função Brake Hold e carregador de celular por indução em mais versões.

·         Pacote Honda Sensing ampliado para mais configurações da linha. 

O City 2022 trouxe a mudança estrutural da nova geração, enquanto o City 2026 representa uma evolução do mesmo projeto, com melhorias em equipamentos, tecnologia e alguns ajustes visuais, mantendo motor, câmbio e plataforma. 

*FICHA TÉCNICA: 

Motorização 

Motor 1.5

Câmbio Automático

CVT com modo manual

Combustível Álcool e Gasolina

Direção elétrica

Tração Dianteira

 

Performance

Potência (cv) Álcool: 126

Gasolina: 126

 

Torque (kgf.m) Álcool: 15.8

Gasolina: 15.5

 

Consumo cidade (km/l) Álcool: 9.3

Gasolina: 12.8

 

Consumo estrada (km/l) Álcool: 10.4

Gasolina: 15.5

 

Dimensões

Altura (mm) 1477

Tanque (L) 44

Largura (mm) 1695

Porta-malas (L) 519

Comprimento (mm) 4574

Entre-eixos (mm) 2600

Peso (kg) 1171

Ocupantes 5 

Suspensão dianteira 

Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal. 

Suspensao traseira 

Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal. 

*Dados do fabricante

 

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