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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Coluna Fernando Calmon I Salão de Pequim: centro de gravidade da indústria por seu gigantismo

 

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Com o fim do Salão de Frankfurt, por décadas o maior o mundo, Pequim (anos pares) e Shangai (anos ímpares) cresceram e hoje não há nada parecido. Auto China 2026 foi ampliado para quase 400.000 m², na capital do país, e se encerra após 10 dias em 3 de maio. Os chineses superaram a fase de inspiração — às vezes, simples cópias descaradas — nas marcas e veículos ocidentais para criar seus próprios produtos. Claro, trataram de contratar vários dos melhores desenhistas do mundo e avançaram no projeto de carros elétricos e híbridos. Até em motores a combustão passaram a surpreender.

Uma das razões que levaram as marcas chinesas a crescerem tanto foi a verticalização da produção, nunca bem vista pelos concorrentes ocidentais e em especial pelos sindicatos de metalúrgicos. Como não existem sindicatos na China e nem mesmo greves, a expansão foi bastante rápida.

Em 2025, o mercado de veículos leves e pesados atingiu quase 35 milhões de unidades, mais que o dobro do segundo maior, os EUA. Isso ilustra as barreiras levantadas por americanos e canadenses. Entretanto, a capacidade instalada na China supera 50 milhões de unidades anuais, distribuídas por estimadas 100 marcas, algo insustentável. Várias devem desaparecer.

Na Europa há menos resistências e a produção de origem da China é aceita com algumas restrições. BYD, por exemplo, acaba de pedir filiação à Acea (Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, na sigla em francês). Não se sabe ainda se será acolhida porque a entidade abriga marcas basicamente europeias.

Das marcas chinesas em Pequim, IA seleciona alguns destaques entre 181 estreias e 71 protótipos. Dos modelos com foco no mercado brasileiro (confirmados ou cotados) estão: