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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Avaliação do Fiat Toro Ranch 2.2 Turbodiesel 2026

 

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Por Marcus Lauria (texto e fotos) 

A Fiat Toro foi lançada no Brasil em 2016 com a proposta de ocupar um espaço intermediário entre picapes compactas e médias, trazendo construção monobloco, foco maior em conforto e uso urbano, sem abrir mão de versatilidade. Ao longo dos anos, passou por atualizações importantes, principalmente em motorização, tecnologia e acabamento, consolidando-se como líder do segmento por um longo período. Em 2026, a linha recebe uma reestilização que busca manter a identidade do modelo, mas alinhada a uma linguagem visual mais atual e a novos recursos de conectividade. 

CONFIRA O VÍDEO: https://youtu.be/8-4_XGhiOH8?si=aaEt3zDq-jBhAL9p 

A linha 2026 mantém seis versões, e a Ranch turbodiesel segue como topo de linha, sendo a configuração avaliada. As demais versões incluem Endurance, Freedom, Volcano e Ultra com motor flex, além da Volcano diesel. Cada uma atende a propostas diferentes, desde uso mais utilitário até opções com maior foco em tecnologia e acabamento, mas é na Ranch que se concentram os principais diferenciais em termos de conteúdo e refinamento. 

No design externo, a mudança mais evidente está na dianteira, que adota uma nova assinatura de iluminação em LED com DRL segmentado, além de grade redesenhada com linhas mais retas e geometria mais marcada. O conjunto óptico principal permanece em posição elevada, enquanto as entradas de ar laterais ampliam a sensação de largura. O para-choque recebeu alterações e o skidplate ficou mais destacado. Na traseira, as lanternas também passam a ter elementos em LED com desenho segmentado, mantendo a abertura bipartida da caçamba, que continua sendo um dos diferenciais práticos do modelo. 

Por dentro, a proposta da versão Ranch é claramente voltada ao conforto. Há predominância de revestimento em couro em tom marrom, com costuras aparentes e acabamento mais elaborado em comparação às versões inferiores. O painel digital de 7” recebeu nova grafia, enquanto a central multimídia de 10,1” concentra as funções de conectividade. O espaço interno é adequado para quatro adultos com bom nível de conforto, com destaque para a posição de dirigir elevada e ergonomia bem resolvida. No banco traseiro, o espaço para pernas é limitado quando comparado a SUVs médios, mas atende ao uso típico da categoria. A caçamba tem capacidade próxima de 937 litros, mantendo boa usabilidade tanto para carga quanto para uso misto.

 


Em equipamentos, a Ranch traz de série itens como pacote ADAS com frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e comutação automática do farol alto, além de chave presencial, ar-condicionado digital dual zone, bancos com ajuste elétrico, carregador por indução, sistema de som com múltiplos alto-falantes e capota marítima rígida. Não há uma lista extensa de opcionais individuais, pois a versão já vem bastante completa, sendo os pacotes de conectividade um dos principais diferenciais, com serviços adicionais por assinatura no sistema Fiat Connect////Me. 

A gama de cores incluem opções sólidas, metálicas e perolizadas, com variações entre branco, preto, cinza e tons mais escuros. As pinturas metálicas e perolizadas costumam ter custo adicional na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, dependendo da cor e da política comercial vigente.


 Entre os principais concorrentes, a Toro disputa espaço com modelos como a Chevrolet Montana, que parte de cerca de R$ 140 mil e chega a aproximadamente R$ 170 mil nas versões mais completas, a Ford Maverick, posicionada acima, com preços a partir de cerca de R$ 230 mil, e a Ram Rampage, que também utiliza base semelhante e parte de valores próximos a R$ 240 mil. Em vendas, a Toro acumula mais de 500 mil unidades desde o lançamento, mantendo volume relevante ao longo dos anos. Em 2025, fechou com números próximos de 50 mil unidades, e em 2026, até o momento, segue entre as mais vendidas do segmento, com desempenho consistente mês a mês. 

Sob o capô, a versão Ranch utiliza o motor 2.2 turbodiesel Multijet, com 200 cv e 450 Nm de torque, associado a um câmbio automático de nove marchas e tração 4x4 sob demanda com reduzida. Trata-se de um conjunto focado em torque em baixa rotação, favorecendo tanto o uso fora de estrada quanto a condução com carga. A suspensão independente nas quatro rodas, com esquema McPherson na dianteira e multilink na traseira, prioriza conforto em relação a picapes com chassi tradicional.


 Em consumo, os números ficam na faixa de 10 a 11 km/l na cidade e podem chegar a cerca de 13 a 14 km/l na estrada, dependendo das condições de uso e carga, valores compatíveis com a proposta e o porte do veículo. 

Na condução, a Toro Ranch se destaca pelo comportamento mais próximo de um SUV do que de uma picape média. Em ambiente urbano, a direção elétrica leve e o câmbio automático de nove marchas contribuem para uma condução suave, com trocas quase imperceptíveis em ritmo moderado. O motor responde bem em baixas rotações, com torque disponível cedo, o que facilita retomadas e reduz a necessidade de acelerações mais intensas. Em manobras, o tamanho ainda exige atenção, mas é mais fácil de lidar do que picapes maiores.

 

Na estrada, o conjunto se mostra equilibrado. O motor mantém boa reserva de torque para ultrapassagens, embora o câmbio priorize eficiência e conforto, reduzindo marchas de forma progressiva, sem respostas bruscas. A suspensão filtra bem irregularidades, com bom controle de carroceria, ainda que apresente alguma rolagem em curvas mais acentuadas, algo esperado pelo foco no conforto. Em uso fora de estrada, a presença da tração 4x4 com reduzida e controles eletrônicos permite enfrentar terrenos de baixa aderência com segurança, dentro dos limites de uma picape monobloco. 

Como ponto de atenção, o isolamento acústico poderia ser mais eficiente em velocidades mais altas, principalmente em pisos mais irregulares, e o espaço traseiro segue como uma limitação frente a alguns concorrentes indiretos. 

Em resumo, a Fiat Toro 2026 na versão Ranch mantém a proposta que consolidou o modelo no mercado: uma picape versátil, com bom nível de conforto e tecnologia, e comportamento dinâmico mais próximo de um SUV. Com mais de meio milhão de unidades acumuladas desde o lançamento, cerca de 50 mil unidades vendidas em 2025 e desempenho consistente em 2026 até o momento, o modelo segue como uma das principais referências do segmento, atendendo bem tanto ao uso urbano quanto a demandas mais específicas de trabalho e lazer.

 


*FICHA TÉCNICA: 

    Motorização:

        Motor: 2.2 Multijet Turbodiesel de 4 cilindros.

        Potência Máxima: 200 cv a 3.500 rpm.

        Torque Máximo: 45,9 kgfm (ou 450 Nm) a partir de 1.500 rpm.

        Transmissão: Automática de 9 marchas (ZF9HP).

        Tração: 4x4 com seletor de reduzida e assistente de descida. 

    Desempenho e Consumo:

        Aceleração (0-100 km/h): 9,8 segundos.

        Velocidade Máxima: 201 km/h.

        Consumo Urbano: 10,5 km/l.

        Consumo Rodoviário: 13,6 km/l (podendo chegar a 18 km/l em condições específicas). 

    Capacidades e Dimensões:

        Capacidade de Carga: 1.010 kg.

        Volume da Caçamba: 937 litros.

        Vão Livre do Solo: 26 cm.

        Tanque de Combustível: Requer o uso de Arla 32 (sistema antipoluição). 

    Tecnologia e Segurança:

        Multimídia: Tela vertical de 10,1 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

        Painel de Instrumentos: Digital de 7 polegadas com novos grafismos.

        Segurança Ativa: Frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e detector de ponto cego.

        Segurança Passiva: 7 airbags de série.

        Conforto: Freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold e carregador de celular por indução com refrigeração. 

*Dados do fabricante

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